Da pré-história à história indígena: (re) pensando a arqueologia e os povos canoeiros do pantanal – Reedição

Autores

  • Jorge Eremites de Oliveira Universidade Federal de Pelotas. Departamento de Antropologia e Arqueologia.

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v36i1.1078

Palavras-chave:

Arqueologia, Guató, História Indígena, Historiografia, Pantanal

Resumo

Nota dos editores: Esta é a republicação do artigo original de 2003: EREMITES DE OLIVEIRA, J. Da pré-história à história indígena: (Re) pensando a arqueologia e os povos canoeiros do pantanal. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 16, n. 1, p. 71–86, 2003. DOI: 10.24885/sab.v16i1.180, que está entre os mais citados da Revista de Arqueologia da SAB. Realizamos essa republicação como parte da comemoração pelos 40 anos da revista. 

Nesta tese de doutorado, o autor analisa criticamente a história e a historiografia da arqueologia pantaneira, desde a segunda metade do século XIX até fins do século XX, e aborda o processo de ocupação indígena das terras baixas do Pantanal, desde os primeiros pescadores-caçadores-coletores do período pré-colonial até os atuais canoeiros Guató. O objetivo maior é contribuir para a composição de uma história indígena total, em seus múltiplos aspectos e perspectivas espaço-temporais, a partir de uma abordagem interdisciplinar que emprega procedimentos teórico-metodológicos próprios da arqueologia, antropologia e história. Para tanto, foram utilizados dados contidos em fontes textuais diversas, informações recolhidas a partir da tradição oral dos Guató e os resultados de pesquisas arqueológicas, etnográficas e etnoarqueológicas. Foi possível demonstrar que a arqueologia pantaneira tem sido pautada pelo estudo de povos pescadores-caçadores-coletores – associados à macrotecnologia ceramista conhecida no Brasil como tradição Pantanal e a estruturas monticulares do tipo aterro – os quais se estabeleceram na região muito antes do início da Era Cristã. Nos dias de hoje, a arqueologia pantaneira reflete as mesmas mudanças de nuance constatadas para a arqueologia brasileira desde a década de 1980. Nos séculos XVI, XVII e XVIII, período de muitas disputas entre Espanha e Portugal pelo domínio do alto Paraguai, foram produzidos vários relatos que atestam a existência de um extraordinário mosaico sociocultural no centro da América do Sul, inclusive de um complexo de povos canoeiros formado por sociedades cultural e linguisticamente distintas. De todas essas sociedades, a dos Guató é a mais conhecida dos pontos de vista etno-histórico e etnológico, estando tradicionalmente organizada em grupos domésticos ligados por laços de consanguinidade, descendência e afinidade, relacionados a um particular sistema de patrilocalidade e patrilinearidade.

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Biografia do Autor

Jorge Eremites de Oliveira, Universidade Federal de Pelotas. Departamento de Antropologia e Arqueologia.

Docente do Instituto de Ciências Humanas do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas e orientador pleno no Programa de Pós-graduação em Antropologia.

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Publicado

2023-01-18

Como Citar

OLIVEIRA, Jorge Eremites de. Da pré-história à história indígena: (re) pensando a arqueologia e os povos canoeiros do pantanal – Reedição. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 36, n. 1, p. 19–34, 2023. DOI: 10.24885/sab.v36i1.1078. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1078. Acesso em: 24 jun. 2024.

Edição

Seção

Especial 40 anos