Cosmo-ontológica Mbyá-guarani

discutindo o estatuto de "objetos" e "recursos naturais"

Autores

  • Sergio Baptista da Silva

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v26i1.367

Palavras-chave:

guarani, território, arqueologia, antropologia

Resumo

Neste artigo apresento algumas reflexões oriundas da experiência na elaboração de três relatórios circunstanciados de identifcação e delimitação de terras indígenas no Rio Grande do Sul. Este trabalho surgiu como uma demanda dos Guarani e foi realizado em colaboração com a FUNAI, contando com a participação de um grupo técnico composto por antropólogos, arqueólogos, geógrafos, socioambientalistas, botânicos e zoólogos. O território analisado compreendeu áreas geográfcas ao sul de Porto Alegre, conhecidas como Itapuã, Morro do Coco e Ponta da Formiga, situadas às margens do Lago Guaíba ou da Laguna dos Patos. A partir destas experiências, discutimos neste artigo a territorialidade guarani como uma cosmo-ontológica, enfocando as relações, de um lado, entre corpo e território e, de outro, entre natureza e cultura ou objeto e sujeito, discutindo e problematizando as articulações entre os campos da Antropologia e da Arqueologia, tomando como pano de fundo a cosmologia e a ontologia destes coletivos ameríndios.

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Publicado

2013-06-30

Como Citar

BAPTISTA DA SILVA, S. . Cosmo-ontológica Mbyá-guarani: discutindo o estatuto de "objetos" e "recursos naturais". Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 26, n. 1, p. 42–54, 2013. DOI: 10.24885/sab.v26i1.367. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/367. Acesso em: 19 ago. 2022.