A infância e o sistema semiótico de mãos carimbadas na arte rupestre

Autores

  • Marcélia Marques Universidade Estadual do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v31i2.602

Resumo

Os agentes sociais infantis geravam registros arqueológicos, muito embora por um largo período não tenham sido considerados relevantes no marco da literatura arqueológica. No Estado do Ceará, no Nordeste do Brasil, há registros de mãos carimbadas infantis num painel de arte rupestre. No marco dos sistemas de classificações que fundamentam tradições arqueológicas de arte rupestre, as mãos carimbadas foram circunscritas à Tradição Agreste e, posteriormente, como expressivo demarcador da Tradição Geométrica. Na perspectiva semiótica, independente de se filiar a tradições arqueológicas em arte rupestre, o estudo de mãos carimbadas é passível de se constituir num corpus de elementos icônicos, no qual a pintura de mãos carimbadas infantis está na ordem da similaridade do objeto.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARENDT, Hanna. 2005. De la história a la ación. Trad. de F Birulés. 1ª ed. Em Argentina. Paidós. Buenos Aires.171pp.

BARTHES, Roland. 2007. Elementos de Semiologia. Trad. de I. Blikstein. 15ª ed. Cultrix. São Paulo.106pp.

BARTHES, Roland. 2001. A aventura semiológica. Trad. de M. Laranjeira. 1ª ed. Martins Fontes. São Paulo. 339pp.

DELEUZE, Gilles; GUATARRI, Félix. 1997. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. V. 4. Trad. S. ROLNIK. Editora 34. São Paulo. 170pp.

ECO, Umberto. 2007. A estrutura ausente. Trad. de P. de Carvalho. 2ª ed. Perspectiva. São Paulo. 426pp.

ECO, Umberto. 2005. Tratado geral de semiótica. Trad. de A. P. Danesi e G.C.C. de Souza. 4ª ed. Perspectiva. São Paulo. 282pp.

FLUSSER, Vilém. 2007. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. Trad. R. Abi-Sâmara. Cosac Naify. São Paulo. 224 pp.

KRISTEVA, Júlia. 2005. Introdução à semanálise. L. H. F. FERRAZ. 2ª ed. Perspectiva. São Paulo. 209pp.

LILLEHAMMER, Grete. 2000. The world of children. In: DEREVESKI, Joanna Sofaer. Children and material Culture. Routledge. London and New York.

MARQUES, Marcélia. 2016. Pedra que te quero palavra: arqueologia, semiose e discursividade. Prismas. Curitiba. 282pp.

MARTIN, Gabriela. 1999. Pré-História do Nordeste do Brasil. 3ª ed. Editora Universitária – UFPE. Recife. 440pp.

MELATTI, Julio Cezar. 1978. Ritos de uma tribo Timbira. Ática. São Paulo. 364pp.

PEIRCE, Charles. 2005. Semiótica. Trad. J. T. C. COELHO NETO. 3ª ed. Perspectiva. São Paulo. 337pp.

PESSIS, Ane-Marie; MARTIN, Gabriela. 2014. Arte Pré-histórica do Brasil: da técnica ao objeto. In: BARCINSKI, F. W. Sobre a arte brasileira: da Pré-história aos anos 1960. Martins Fontes. São Paulo. 22-61pp.

POLITIS, Gustavo G. 1998. Arqueología de la infância: uma perspectiva etnoarqueológica. Trabajos de Prehistoria. Madrid. nº 2. 5:5-19pp.

PREUCEL, Robert W. 2006. Archaeological semiotics. Blackwell Publishing. Oxford. 313pp.

PREUCEL, Robert W; BAUER, Alexander A. 2001. Archaeological pragmatics. Norweigian Archaeological Review, v. 34, n.2.85-96pp.

RONNBERG, Ami. 2011. El libro de los símbolos. Tachen. Madrid. 807pp

Downloads

Publicado

2018-12-30

Como Citar

MARQUES, M. A infância e o sistema semiótico de mãos carimbadas na arte rupestre. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 31, n. 2, p. 147–157, 2018. DOI: 10.24885/sab.v31i2.602. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/602. Acesso em: 7 ago. 2022.