O falo nos espaços públicos de Rio Grande, RS, Brasil

falocentrismo e a masculinidade hegemônica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v34i1.729

Palavras-chave:

Arqueologia Queer, masculinidade, falocentrismo

Resumo

O que se pretende neste trabalho é discutir as representações e simbologias atreladas ao falo que estão presentes na arquitetura dos espaços públicos do município de Rio Grande, RS, assim como os significados atribuídos a essas materialidades e ao próprio pênis em uma sociedade pautada pelo falocentrismo. Foram feitas análises das representações fálicas em fotografias. Para tanto, utilizaremos como via de interpretação a Arqueologia sob uma perspectiva Queer, por ser capaz de nos informar, nos dizer sobre como a sociedade constrói um modelo hegemônico de masculinidade e como o discurso falocêntrico compõe as materialidades no espaço urbano.

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Publicado

2021-01-31

Como Citar

SANTOS RODRÍGUEZ, S. de los; ORTIZ GOULART, F. . O falo nos espaços públicos de Rio Grande, RS, Brasil: falocentrismo e a masculinidade hegemônica. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 34, n. 1, p. 45–70, 2021. DOI: 10.24885/sab.v34i1.729. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/729. Acesso em: 16 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigo