https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/issue/feed Revista de Arqueologia 2022-09-30T00:00:00+00:00 Fernanda Codevilla revistadearqueologia@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista de Arqueologia é uma publicação gratuita produzida pela Sociedade de Arqueologia Brasileira que visa incentivar o debate e a socialização do conhecimento científico sobre o patrimônio arqueológico brasileiro.</p> https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1010 A Conservação do Patrimônio Arqueológico através das Intervenções Arquitetônicas no Bairro do Recife no Século XXI 2022-08-16T21:17:34+00:00 Cecília Barthel Carneiro Campello cecilia.barthel@arkeoconsult.com Scott Joseph Allen scott.allen@ufpe.br <p>Este trabalho apresenta o panorama da conservação do patrimônio arqueológico no recorte do Bairro do Recife a partir dos resultados da análise das intervenções arquitetônicas para a conservação das estruturas arqueológicas evidenciadas nas primeiras duas décadas do século XXI. A análise considerou as abordagens conceituais, critérios e princípios adotados, buscando revelar ideologias, teoria e práticas das intervenções e a interação com as pesquisas arqueológicas no trato desses bens. A pesquisa se respalda na ideia do arqueólogo Hugo Benavides (2013) do papel da Arqueologia como agente sociopolítico e na crítica sobre o impacto do capitalismo nas práticas de conservação. As considerações constataram a predominância na perpetuação de um sistema de poder, comprovadas principalmente pelo favorecimento dos projetos destinados as classes econômicas privilegiadas.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Cecília Barthel Carneiro Campello, Scott J. Allen https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1021 Arqueologia digital: um experimento colaborativo na práxis da educação patrimonial 2022-08-18T14:31:31+00:00 Virginia Marques da Silva Neta virginiamarques@usp.br 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Virginia Marques da Silva Neta https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1026 Editorial 2022-09-23T14:42:20+00:00 Andrei Isnardis isnardis@gmail.com Fernanda Soares fernandacodevill@gmail.com Veronica Welosowski wesowski@usp.br 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Equipe Editorial https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/995 Por que a sociedade sambaquiana deve ser considerada como de meio termo? 2022-03-03T09:57:40+00:00 Rita Scheel-Ybert scheelybert@mn.ufrj.br Célia Boyadjian boyadjian.celia@gmail.com Taís Capucho taiscapucho@mn.ufrj.br <p>Há duas décadas, estudos arqueobotânicos demonstram a importância das plantas em sambaquis, recentemente apontando para um regime de economia mista, com pesca e coleta associadas à horticultura. No entanto, pesca e consumo de proteína animal são considerados centrais nas esferas econômicas e sociais dessas pessoas, enquanto o papel das plantas permanece subestimado. A relevância das plantas é demonstrada por vestígios botânicos que são menos conspícuos do que os faunísticos, mas não menos significativos. Assim, discutimos aqui a sociedade sambaquiana enquanto “sociedade de meio termo”, conceito que engloba uma enorme variedade de modos de vida que não se enquadram na concepção ultrapassada da dicotomia forrageadores <em>versus</em> agricultores e que foram muito mais comuns e duradouros ​​do que se costuma pensar.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Rita Scheel-Ybert, Célia Boyadjian, Taís Capucho https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/968 O lugar das plantas em sítios históricos: diálogos entre Brasil e Argentina 2022-03-17T11:39:11+00:00 Taís Cristina Jacinto Pinheiro Capucho tais.p.capucho@gmail.com <p>A Arqueobotânica investiga a interação entre humanos e plantas a partir do registro arqueológico. Com a multiplicidade de informações disponíveis para os contextos históricos, suas possibilidades interpretativas podem ser ampliadas, mas esse potencial permanece pouco explorado na Arqueologia Latino-americana. Foram realizados um levantamento, análise e comparação das pesquisas arqueobotânicas em sítios históricos no Brasil e na Argentina, complementadas por uma síntese descritiva dos principais vestígios arqueobotânicos e a menção a suas potencialidades informativas. Apesar das iniciativas identificadas, esse diálogo continua não habitual nos dois países. Sugere-se que isso pode estar relacionado à corrente associação entre grupos pré-históricos e natureza, enquanto que em contextos recentes isso seria desconsiderado, diminuindo o interesse pelo estudo dessas relações em momentos históricos.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Taís Cristina Jacinto Pinheiro Capucho https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/999 Sítios arqueológicos ao Núcleo B de Serranópolis, Goiás: tipos e intensidades de impactos naturais e antrópicos 2022-06-30T10:20:25+00:00 Julio Cezar Rubin de Rubin rubin@pucgoias.edu.br Maira Barberi mairabarberi@pucgoias.edu.br Matheus Godoy Pires matheus@pucgoias.edu.br Fernanda Elisa Costa Paulino e Resende fernandaecosta@gmail.com Rosiclér Theodoro da Silva silva.rosicler@gmail.com Sergia Meire da Silva sergia.meire@mrsambiental.com.br Joanne Ester Ribeiro Freitas joanneester@hotmail.com Eloah Vargas Ribeiro eloh3@icloud.com Élio Amorim Lima necali.cultur@gmail.com <p>O artigo analisa os impactos antrópicos e naturais nos sítios arqueológicos do Núcleo B, Serranópolis, causados por atividades agropecuárias, depósitos tecnogênicos construídos e induzidos, desgaste das rochas dos abrigos, características dos solos, migração do canal do Córrego do Raio e presença de areais. Para tanto, foram analisadas imagens de satélite e realizadas pesquisas de campo, visando à identificação e à caracterização dos impactos. Os resultados evidenciam o contexto em que processos naturais e a ação antrópica estão entrelaçados, e se repetem nos demais núcleos, denotando a necessidade da adoção de medidas para a proteção e a conservação do patrimônio cultural de Serranópolis, envolvendo a população, os órgãos governamentais e as instituições de pesquisa.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Julio Cezar Rubin de Rubin, Maira Barberi, Matheus Godoy Pires, Fernanda Elisa Costa Paulino e Resende, Rosiclér Theodoro da Silva, Sergia Meire da Silva, Joanne Ester Ribeiro Freitas, Eloah Vargas Ribeiro, Élio Amorim Lima https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1018 Cemitério dos desvalidos do Rio de Janeiro antigo 2022-08-21T00:20:20+00:00 Ana Luiza Silveira de Berredo e Silva analuizaberredo@hotmail.com Maria Dulce Barcellos Gaspar de Oliveira madugasparmd@gmail.com Claudia Rodrigues-Carvalho claudia@mn.ufrj.br <p>O artigo apresenta os espaços cemiteriais distribuídos pelas ruas do centro do Rio de Janeiro que eram destinados aos desvalidos, grupo de pessoas que não tinham condições financeiras para pagar os dispendiosos enterros no interior das Igrejas, durante os séculos XVII a XIX. Em virtude disso, seus corpos eram depositados em espaços públicos como Largos, Campos e Rocios que eram administrados pela Irmandade da Misericórdia. De acordo com a documentação histórica foi possível fazer um levantamento bibliográfico e constatou-se a existência de sete cemitérios, sendo que em quatro deles foram feitas intervenções arqueológicas que encontraram evidências materiais de ossos humanos.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Ana Luiza Silveira de Berredo e Silva, Madu Gaspar, Claudia Rodrigues-Carvalho https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/991 A fábrica de manteiga e queijo das fazendas nacionais do Piauí: um artefato remanescente da industrialização, persistente na memória social 2022-02-17T08:31:49+00:00 Caroline Carvalho Almeida carolinealmeidaarq@gmail.com Sônia Maria Campelo Magalhães campelosonia@ufpi.edu.br Luis Carlos Duarte Cavalcante cavalcanteufpi@ufpi.edu.br <p>Encravada no meio do sertão piauiense, a Fábrica de Manteiga e Queijo das Fazendas Nacionais do Piauí, localizada no atual município de Campinas do Piauí, foi a primeira no ramo de laticínios do Nordeste e a segunda do Brasil, configurando-se como um marco da industrialização nacional. O objetivo deste artigo é evidenciar, sob o viés da Arqueologia Histórica e da Arqueologia Industrial, essa antiga edificação como um artefato remanescente da industrialização brasileira, que se mantém persistente na memória social da população local. Observou-se que até hoje a fábrica continua sendo reconhecida como uma referência para a cidade de Campinas do Piauí, outrora localidade Campos, considerando que a ocupação humana da área se deu no entorno da edificação fabril, estando intimamente ligada à instalação, ápice e declínio desta. A relação construída entre a comunidade campinense e a edificação mostra-se como uma trama que envolve memórias individuais e coletivas, acontecimentos e um lugar. Assim, a antiga fábrica é elemento participante da vida cotidiana local, que estabelece uma constante conexão entre o passado e o presente.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Luis Carlos Duarte Cavalcante, Caroline Carvalho Almeida, Sônia Maria Campelo Magalhães https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/997 Escavando em campo minado: as paisagens arqueológicas de conflitos bélicos 2022-04-28T09:23:34+00:00 Jaisson Teixeira Lino jaissonlino@gmail.com <p>Este artigo apresenta reflexões e exemplos de paisagens arqueológicas de guerras e outros conflitos bélicos, em sua intersecção com o chamado campo da “arqueologia do conflito”. Conjugando importantes pesquisas e publicações sobre o assunto com relatos de experiências do autor, constitui-se um debate introdutório a respeito das especificidades e potencialidades desta promissora área, cuja ciência arqueológica vem somar aos estudos de outras áreas, agregando informações sobre as contendas bélicas do passado: da pré-história à atualidade.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Jaisson Lino https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/975 Uma arqueologia do não-contato: povos indígenas isolados e a materialidade arqueológica das matas e plantas na Amazônia 2022-04-28T08:35:37+00:00 Daniel Rocha Cangussu Alves cangussu.isolados@gmail.com Laura Pereira Furquim laura.uanda@gmail.com Wlliam Perez williamperezdobrasil@gmail.com Karen Gomes Shiratori karen.shiratori@gmail.com Luíza Machado luizamachado42@gmail.com Ana Carla Bruno acbruno@hotmail.com Eduardo Góes Neves edgneves@usp.br <p class="normal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 150%;">A partir da institucionalização da política do não-contato pela FUNAI na década de 1980, há uma demanda pelo desenvolvimento de métodos de monitoramento dos povos indígenas isolados, buscando respeitar sua recusa ao contato. Neste cenário, se entrelaçam a arqueologia e o indigenismo. O monitoramento tem por base a análise dos vestígios deixados nas florestas: acampamentos abandonados, caminhos antigos ou recentes, áreas de manejo florestal, armadilhas de pesca e outras marcas gravadas nas árvores, que indicam a presença humana. Se a análise dos vestígios dos povos isolados se conforma como uma arqueologia do tempo presente, então a efetivação da política oficial do isolamento criou uma prática de “arqueologia do não-contato”. Este artigo busca sistematizar uma parte do conhecimento acumulado nas últimas décadas por indigenistas, e integrá-lo à prática arqueológica, a partir da análise de ecofatos que derivam do manejo e do uso de plantas, expressos principalmente em feições antrópicas na mata.</span></p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Daniel Rocha Cangussu Alves, Laura Pereira Furquim, Wlliam Perez, Karen Gomes Shiratori, Luíza Machado, Ana Carla Bruno, Eduardo Góes Neves https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/989 Percepción sobre el patrimonio arqueológico en una unidad de conservación de zona urbana: el Sítio Japiim, en el apa Floresta Manaós, en Manaus 2022-03-24T09:14:32+00:00 Angeline Ugarte Amorim diniziaexcelsa.ugartis@gmail.com Carlos Augusto da Silva casilva1956@gmail.com Suzy Cristina Pedroza da Silva suzyycris@gmail.com <p>O estudo objetivou analisar os conhecimentos e percepções de moradores, trabalhadores e estudantes da Área de Proteção Ambiental (APA) Floresta Manaós acerca do patrimônio arqueológico identificado em seu perímetro, considerando o processo de ocupação dos bairros que a compõem desde a instalação do Polo Industrial de Manaus. O Sítio Japiim é localizado na porção sul da Unidade de Conservação e vem seguindo a mesma lógica de descaracterização de outros sítios identificados na capital do Amazonas. A metodologia utilizada foi de análise quali-quantitativa por meio de levantamento bibliográfico e entrevistas semiestruturadas com dois grupos distintos. De modo geral, o estudo demonstrou o desconhecimento da população sobre o patrimônio histórico local, o que se estendeu aos serviços ambientais prestados pelos ecossistemas remanescentes na área.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Angeline Ugarte Amorim, Carlos Augusto da Silva, Suzy Cristina Pedroza da Silva https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/986 Passado ponderado, futuro do fim: uma tentativa de (re)ativar estratigrafias de paisagens esvaziadas 2022-07-29T15:09:43+00:00 Marcus Antonio Schifino Wittmann wittmann.marcus@gmail.com <p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">O Antropoceno não afeta apenas a vida na terra em uma escala </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">climática</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> e geológica, mas também política e científica. Essa era é também a era da feitiçaria do capitalismo, da captura de ciências e cientistas em um discurso e práticas voltadas ao progresso cego em direção à expansão do capital. Progresso esse fruto </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">da</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> degradação do meio ambiente, do etnocídio, </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">da extinção </span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;">e </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">da destruição</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> de lugares sagrados, paisagens e materiais do passado. Neste </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">ensaio,</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> abordo a </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">participação</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"> da arqueologia nesse contexto, e como ela vem construindo uma narrativa </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">inofensiva acerca do passado, esvaziando territórios e paisagens de suas agências não-humanas e assim abrindo espaço para novas paisagens e estratos de um futuro que está nos levando ao fim.</span></span></span></span></p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Marcus Antonio Schifino Wittmann https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1000 A conservação e a arqueologia entre 1855 e 1961: pontos de contato 2022-06-08T21:05:21+00:00 Bruno Perea Chiossi bchiossi@gmail.com Marina Jardim e Silva marinajardims@gmail.com <p>Este artigo debruçou-se sobre o processo de desenvolvimento da Conservação e da Arqueologia, destacando alguns momentos em que esses campos se aproximam e se tangenciam. Estabeleceu-se como ponto de partida meados do século XIX, quando, no Rio de Janeiro, identifica-se a presença desses ramos nas estruturas das instituições imperiais. Passa-se à formação do antigo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), hoje Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão criado no início do século XX que considera a preservação do patrimônio arqueológico nacional – e consequentemente sua conservação – como parte de sua missão. Trata-se de momento fundamental para entendermos o estabelecimento de uma legislação mais robusta que se consuma com a promulgação da Lei nº 3.924/1961.</p> 2022-09-30T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Bruno Chiossi, Marina Jardim e Silva