Pinturas rupestres urbanas

uma etnoarqueologia das pichações em Belo Horizonte

Autores

  • Andrei lsnardis UFMG

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v10i1.124

Palavras-chave:

Pichações, Pinturas rupestres urbanas, Etnoarqueologia

Resumo

A ocupação das cidades brasileiras pelos incontáveis graftsmos dos grupos de pichadores sinaliza a presença de toda uma comunidade marginal com suâ relações, normas de conduta e bens simbólicos próprios. Tomadas como vestígios arqueológicos dessa comunidade de grupos de pichadores, as próprias pichações são reveladoras de diversos âspectos da rede de relações que as produzem. Numa perspectiva etnoarqueológica baseada numa pesquisa anterior, de carâter "etnogrâfico", as pichações da cidade de Belo Horizonte são observadas no presente artigo apartir de questões freqüentes nos recentes estudos de grafìsmos rupestre pré-históricos. Os locais de ocorrência, o modo de ocupação dos suportes, os estilos e as normas de grafia são examinados como reveladores dos territórios, das normas de conduta, do jogo de relações entre indivíduos e grupos.

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Publicado

1997-06-30

Como Citar

LSNARDIS, Andrei. Pinturas rupestres urbanas: uma etnoarqueologia das pichações em Belo Horizonte. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 143–161, 1997. DOI: 10.24885/sab.v10i1.124. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/124. Acesso em: 1 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigo