Por que não um filho de Joanes?

Arqueologia e comunidades locais em Joanes, Ilha de Marajó

Autores

  • Denise Pahl Schaan Universidade Federal do Pará
  • Fernando Luiz Marques Museu Paraense Emilio Goeldi

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v25i1.342

Resumo

Durante seis meses, uma equipe de arqueólogos desenvolveu um projeto de arqueologia pública em uma vila localizada na costa leste da ilha de Marajó, com o objetivo de estudar e preservar a herança arqueológica local. Durante o desenvolvimento daquele trabalho, que envolveu a participação da comunidade em todo o processo decisório e atividades, os arqueólogos enfrentaram diversos desafios relacionados à política local, conflitos no interior da comunidade, e algumas demandas locais inesperadas. Aqui apresentamos o projeto e as várias situações criadas durante seu curso, de maneira a discutir comunidade, paisagem, memória, os usos do passado, e a experiência de trabalhar com comunidades.

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Publicado

2012-06-30

Como Citar

PAHL SCHAAN, D.; LUIZ MARQUES, F. Por que não um filho de Joanes? Arqueologia e comunidades locais em Joanes, Ilha de Marajó. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 25, n. 1, p. 106–123, 2012. DOI: 10.24885/sab.v25i1.342. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/342. Acesso em: 15 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigo