Materiais e fluxos na Amazônia Colonial

evidências da presença de africanos escravizados no Sítio Aldeia (Santarém, Pará)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v32i2.690

Palavras-chave:

Cultura Material, Arqueologia Histórica, Arqueologia da Etnicidade

Resumo

O estudo da materialidade pode revelar aspectos sociais e econômicos relacionados à arqueologia da etnicidade quando situado em seu contexto histórico. Nesse sentido, escolhas tecnológicas, decorações plásticas aplicadas à cerâmica utilitária, vasilhames do tipo “monkey jars” e a interpretação das demais categorias materiais evidenciam um contexto relacionado ao fluxo de materiais na região de Santarém (Pará) durante os séculos XVIII e XIX. Tais fluxos demonstraram, além dos indígenas, a presença de africanos escravizados na Amazônia Colonial. O objetivo deste trabalho é abordar o contexto da Diáspora Africana com dados sobre zonas de captura, taxas de embarque e reembarque e elementos da cultura material capazes de revelar a agência dessas pessoas sujeitas à diferença colonial.

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Publicado

2019-12-30

Como Citar

MUNIZ, T. S. A. Materiais e fluxos na Amazônia Colonial: evidências da presença de africanos escravizados no Sítio Aldeia (Santarém, Pará). Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 32, n. 2, p. 16–35, 2019. DOI: 10.24885/sab.v32i2.690. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/690. Acesso em: 7 ago. 2022.