Isso não é arqueologia

Autores

  • Rafael de Abreu e Souza Universidade Nacional da Colômbia

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v39i2.1359

Palavras-chave:

Fronteiras disciplinares, Sociologia da ciência, História da arqueologia

Resumo

Este artigo investiga o sentido e as implicações da expressão “isso não é arqueologia”, frequentemente ouvida em alguns espaços de poder – como bancas, congressos, salas de aula e corredores de instituições de ensino –, mas raramente escrita, como dispositivo discursivo de exclusão e demarcação disciplinar. Argumenta-se que tal afirmação opera como uma fronteira que busca preservar um ideal de cientificidade fundado na neutralidade e na autoridade técnica. A partir de referenciais da sociologia da ciência, da filosofia da diferença e da arqueologia crítica, analisa-se como a expansão ética e política da arqueologia contemporânea desafia essas fronteiras. Conclui-se que o debate não ameaça a disciplina, mas, sim, a renova, reafirmando a arqueologia como um campo reflexivo e socialmente responsável.

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Biografia do Autor

Rafael de Abreu e Souza, Universidade Nacional da Colômbia

Doutorando em Bioantropologia, Departamento de Antropologia, Universidade Nacional da Colômbia

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Publicado

2026-05-15

Como Citar

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