Cultivo e isolamento de microrganismos presentes em cerâmicas arqueológicas no ambiente do LEPAARQ/UFPel, na ótica da Conservação Preventiva

Autores

  • Paula de Aguiar Silva Azevedo Universidade Federal de Pelotas
  • Anelise Vicentini Kuss Universidade Federal de Pelotas
  • Eduardo Bernardi Universidade Federal de Pelotas
  • Karen Velleda Caldas Universidade Federal de Pelotas
  • Rafael Guedes Milheira Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v31i1.509

Palavras-chave:

Arqueologia, Conservação Preventiva, Biodeterioração

Resumo

O presente artigo resulta de um trabalho interdisciplinar entre as áreas de Conservação Preventiva, Arqueologia e Microbiologia. São apresentados e analisados os dados da coleta e isolamento de fungos e bactérias de cerâmicas arqueológicas salvaguardadas na Reserva Técnica do Laboratório de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas. Objetiva-se descrever o impacto dos agentes de degradação nos materiais arqueológicos de três coleções. Também são observadas as médias de Umidade Relativa e Temperatura dentro desse espaço de guarda. Objetiva-se, a partir da ótica da conservação preventiva, entender a fonte da degradação e contaminação dos materiais. Os resultados mostraram diferenças no tipo de microrganismos entre o ambiente do laboratório e as cerâmicas arqueológicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ANVISA. 2004. Detecção e Identificação dos fungos de importância médica. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, Módulo VII. 27p.

CALLOL, M. V. 2013. Biodeterioração do patrimônio histórico documental: alternativas para sua erradicação e controle. Rio de Janeiro, MAST/FCRB. 139p.

CHAVIGNER, F. 1991. Arqueología y restauradores, razones para la colaboración. La conservación e Restauración hoy. De la manualidad artesanal a la investigación multidisciplinar. Anais do Congreso organizado por el instituto de Bienes Culturales de la región de Emilia-Romaña con ocasión de Restauro 91. Ferrara.

FRONER, Y. 2007. Memória e Preservação: a construção epistemológica da Ciência da Conservação. Fundação Casa de Rui Barbosa. Disponível em: http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/palestras/memo_info/mi_2007/FCRB_MI_Memoria_e_Preservacao_A_construcao_epistemologica_da_Ciencia_da_Conservacao.pdf>. Acessado em: janeiro de 2016.

GUERRA, F. L. 2012. Biodeterioração de conjunto histórico do século XIX em Pelotas/RS: fungos e filamentos. Dissertação de Mestrado. Pelotas, Universidade Federal de Pelotas. 168 p.

MOREIRA, F. M. S; SIQUEIRA, J. O. 2006. Microbiologia e Bioquímica do solo. Lavras, Editora UFLA. 729 p.

NOELLI, F. S., MILHEIRA, R. G. & WAGNER, G. P. 2014. Tabela de sítios Guarani do litoral sul do Brasil, Uruguai e Argentina. In: MILHEIRA, R. G. e WAGNER, G. P. (Orgs.). Arqueologia Guarani no Litoral sul do Brasil. Curitiba, Appris. pp. 187-204.

PEDELI, Conrrado. STEFANO, Pulga. 2014. Conservation Practices on Archaeological Excavation – Principles and Methods. Los Angeles, The Getty Conservation Institute. 168p.

PECHER, S. A.; CASTRO, G. B.; BORRÁS, M. R. L. 1988. Inquérito sobre fungos anemófilos na fronteira Brasil-Colômbia. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 21 (2): 63-66.

SILVA, F. A.; LIMA, S. C. 2015. Etnoarqueologia, conservação arqueológica e a compreensão dos processos de formação do registro arqueológico na Amazônia: a cerâmica arqueológica dos Asurini do Xingu, Pará. Revista de Arqueologia, 28 (1): 123-142.

Downloads

Publicado

2018-06-30

Como Citar

AZEVEDO, P. de A. S.; KUSS, A. V.; BERNARDI, E.; CALDAS, K. V.; GUEDES MILHEIRA, R. Cultivo e isolamento de microrganismos presentes em cerâmicas arqueológicas no ambiente do LEPAARQ/UFPel, na ótica da Conservação Preventiva. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 31, n. 1, p. 172–184, 2018. DOI: 10.24885/sab.v31i1.509. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/509. Acesso em: 15 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigo