Arqueologia com pipoca: construções de gênero e raça no cinema

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DOI :

https://doi.org/10.24885/sab.v37i2.1142

Mots-clés :

arqueologia, imagem, cinema, gênero, racismo

Résumé

Cet article analyse, d'un point de vue anthropologique et archéologique, l'image de l'archéologie, ses constructions et ses représentations dans les productions cinématographiques. Il est important de réaliser que le cinéma est un art absurdement discursif, de cette manière, les discours se constituent, avant tout, en inférences. La perception artistique dépend du bagage culturel de chaque spectateur. Dans mon clipping, dans ce champ d'investigation, j'ai été guidé par la composition des images pointées dans les films sur la plateforme numérique Netflix, qui a reçu ce focus, car c'est le streaming le plus accessible aujourd'hui. Pour cela, j'ai classé quantitativement les titres par ordre de production ; puis, à partir de l'analyse filmique, j'ai observé l'allégorie par répétition ; pour finalement refuser la position de jugement d'une archéologie blanche et homogène. De cette façon, j'ai l'intention d'encourager les discussions sur les récits qui ne parlent pas seulement d'archéologie, mais de genre, de race, de diversité, entre autres. Visant à montrer que dans le septième art, les intrigues, les images, les discours et les silences contribuent au racisme structurel et à l'invisibilité du genre dans la construction de l'archéologie comme discipline académique. Naturaliser les lieux de pouvoir et faire partie de notre vision du monde au-delà des écrans de cinéma.

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Publiée

2024-05-15

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NASCIMENTO, Débora Cristiane Blois. Arqueologia com pipoca: construções de gênero e raça no cinema. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 37, n. 2, p. 58–80, 2024. DOI: 10.24885/sab.v37i2.1142. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1142. Acesso em: 19 avr. 2026.