La arqueología de Belo Horizonte: reconectando memorias y vislumbrando futuros de una ciudad potencial
DOI:
https://doi.org/10.24885/sab.v39i2.1301Palabras clave:
Arqueología indígena de larga duración, Belo Horizonte, MuseosResumen
Este artículo tiene como objetivo abordar los sitios arqueológicos indígenas identificados en el municipio de Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil) entre las décadas de 1930 y 1950, con un enfoque especial en el sitio arqueológico Córrego do Cardoso. A partir de la articulación de datos documentales, paisajísticos y de cultura material de distintas instituciones, se busca reconstruir un vínculo referencial sobre el contexto arqueológico indígena de larga duración en la ciudad, lo cual contribuye a la recuperación de la memoria y los espacios de Belo Horizonte. Con ello, trabaja en la construcción de una “ciudad potencial” (Musa, 2022) al señalar espacios e historias de los pueblos indígenas que han sido sistemáticamente ignorados en el discurso hegemónico sobre la construcción de la capital de Minas Gerais a finales del siglo XIX y principios del siglo XX.
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