Propostas de engajamento público do projeto Paisagens em Branco do Laboratório de Estudos Antárticos em Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais: novas tecnologias e experiências imersivas nas ações de mediação
DOI:
https://doi.org/10.24885/sab.v39i1.1329Palavras-chave:
Arqueologia antártica, Mediação, Novas tecnologias, Atividades imersivas, PúblicoResumo
Este artigo apresenta estratégias de mediação desenvolvidas pelo projeto Paisagens em Branco, do Laboratório de Estudos Antárticos em Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (LEACH-UFMG). A pesquisa discute formas de ampliar a participação popular na produção de conhecimento sobre o continente austral, fazendo uso de recursos como tecnologias digitais (modelagens 3D, realidade virtual, videogames e bancos de dados digitais) e atividades imersivas (domo sensorial e performances teatrais). Fundamentados em conceitos como mediação, agência e corporeidade, o trabalho defende que tais iniciativas são capazes de desestabilizar narrativas hegemônicas e incluir sujeitos historicamente marginalizados, como os lobeiros, nas histórias sobre a Antártica, bem como envolver o público com propostas interativas e imersivas. Essas ações visam não apenas divulgar os resultados da pesquisa, mas criar vivências que promovam engajamento público com o patrimônio antártico.
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