A transmissão cultural de grupos associados à tradição Tupiguarani explicada através da cladística
DOI:
https://doi.org/10.24885/sab.v39i3.1404Palavras-chave:
Arqueologia evolutiva, Teoria da transmissão cultural, Tradição tupiguarani, Estatística multivariada, São Paulo colonial, São Paulo, Sudeste do BrasilResumo
Métodos provindos da Biologia Evolutiva vêm sendo aplicados à Arqueologia para compreender mudanças culturais. Este estudo utilizou a cladística para analisar 523 atributos cerâmicos de catorze sítios Tupiguarani em São Paulo, investigando padrões de transmissão e dispersão cultural. A análise de máxima parcimônia, associada ao Non-metric Multidimensional Scaling (NMDS), ou Ordenação Multivariada Não-Métrica, revelou agrupamentos regionais, distinguindo litoral e interior, além de diferenças entre as bacias do Tietê e do Paranapanema. Os índices de Consistência (0,54) e Retenção (0,38) indicam herança filogenética, enquanto comparações entre sítios datados e não datados sugeriram cronologias inéditas. Os resultados apontam diferenciações internas entre os sítios arqueológicos a partir de um ancestral comum.
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