Paisagens megalíticas na costa norte do Amapá

Autores

  • Mariana Petry Cabral Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá
  • João Darcy de Moura Saldanha Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v21i1.237

Palavras-chave:

Megalitismo, arqueologia amazônica, poços funerários

Resumo

As estruturas megalíticas do norte do Amapá podem ser descritas como grupos de blocos graníticos dispostos no topo de colinas em diferentes formatos. Desde 2005 um projeto de pesquisa é desenvolvido no Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) tendo como um dos objetivos levantar dados empíricos para a análise dos fenômenos arqueológicos associados com este tipo de estrutura. Além de novas estruturas megalíticas, diferentes tipos de sítios foram registrados, fornecendo as primeiras indicações sobre a relação dos conjuntos megalíticos e a paisagem no entorno. Escavações em uma estrutura megalítica bem preservada foram feitas, permitindo novas interpretações sobre a natureza e função deste tipo de sítio.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

CABRAL, M.P. & J.D.M. SALDANHA. 2008. Projeto de Investigação Arqueológica na Bacia do Rio Calçoene e seu Entorno, AP: Relatório Final para IPHAN. Macapá, IEPA.

_______. No Prelo. Um Sítio, Múltiplas Interpretações: O Caso do ‘Stonehenge’ do Amapá. Manuscrito.

CALADO, M. 2002. Menires do Alentejo Central. Lisboa, Centro de Arqueologia/ FLUL, Universidade de Lisboa.

CAMPOS, M.D.O. 2006. A cosmologia dos Caiapó. Scientific American Brasil, 14: 62-71.

CAPIBERIBE, A. 2007. Batismo de Fogo: os Palikur e o Cristianismo. São Paulo, Annablume/FAPESP/Nuti.

COIROLLO, A.D. 1996. Salvamento Arqueológico no Município de Calçoene. Belém, MPEG.

EVANS, C. 1950. The Archaeology of the Territory of Amapá, Brazil (Brazilian Guiana). Tese de Doutoramento. Department of Anthropology, Columbia University.

GALLOIS, D. (Ed.). 2005. Redes de Relações nas Guianas. São Paulo, Série Redes Ameríndias -NHII-USP, Associação Editorial Humanitas & FAPESP.

GOELDI, E. 1905. Excavações Archeologicas em 1895. 1a parte: As Cavernas Funerarias Atificiaes dos Indios Hoje Extinctos no Rio Cunany (Goanany) e sua Ceramica. Belém, Série Memórias do Museu Goeldi.

GÓES DA SILVA, A.W. 2006. Identidade Fortalecida. In: SEBRAE/AP. O Legado das Civilizações Maracá e Cunani: o Amapá Revelando sua Identidade. Macapá, SEBRAE/AP.

GREEN, L.F. & D.R. GREEN. 2006. Kayeb: A Constelação Anaconda Bicéfala dos Palikur. Cape Town. 1-8p.

GREEN, L.F. et al. 2003. Indigenous Knowledge and Archaeological Science: The Challenges of Public Archaeology in the Reserva Uaça. Journal of Social Archaeology. (3) 3: 365-397.

GUAPINDAIA, V. 1997. Relatório de Viagem à Macapá e Calçoene. Belém, Museu Paraense Emilio Goeldi.

________. 2001. Encountering the Ancestors. The Maraca Urns. In: MCEWAN, C., C. BARRETO & E.G.

NEVES. The Unknown Amazon. Culture and Nature in Ancient Brazil. London, British Museum Press.

HECKENBERGER, M. 2004. The Ecology of Power: Culture, Places and Personhood in the Southern Amazon, AD 1000-2000. Londres, Routledge.

HILBERT, P.P. 1957. Contribuição à Arqueologia do Amapá: Fase Aristé. Belém, Boletim do MPEG (Antropologia 1).

INGOLD, T. 2000. The Perception of the Environment: Essays on Livelihood, Dwelling and Skill. London, Routledge.

LINNÉ, S. 1928. Les Recherches Archéologiques de Nimuendajú au Brésil. Journal de la Société des Américanistes, Tome XX : 71-89.

MAIA MELO ENGENHARIA. 2004. Plano Básico Ambiental Rodovia BR-156/AP: Rio Tracajatuba/ Igarapé do Breu/Oiapoque. Macapá, SETRAP.

MAZIERE, G. 1996. Regina-Kaw Montagne Favard. In: DRAC Guyane. Bilan Scientifique.

MEGGERS, B.J. & C. EVANS. 1957. Archaeological Investigations at the Mouth of the Amazon. Bulletin of the Bureau of American Ethnology, 167: 1-664.

MESTRE, M. 2006. SAINT GEORGES DE L’OYAPOCK Piste provisoire du pont de l’Oyapock (Guyane Française),

Rapport de Diagnostic. INRAP

NIMUENDAJÚ, C. 2000. Cartas do Sertão: de Curt Nimuendajú para Carlos Estevão de Oliveira. Lisboa, Assírio &

Alvim/ Museu Nacional de Etnologia.

________. 2004. In Pursuit of a Past Amazon - Archaeological Researches in the Brazilian Guyana and in the

Amazon Region. In: STENBORG, P. In Pursuit of a Past Amazon - Archaeological Researches in the Brazilian Guyana

and in the Amazon Region by Curt Nimuendajú: A posthumous work compiled and translated by Stig Rydén and Per Stenborg.

Goteborg, Ethnological Studies.

PARDI, M.L. 2001. Relatório de Viagem para Verificação de Informações Arqueológicas no Setor Estuarino do Estado do

Amapá (15 à 24/10/01). Brasília, IPHAN.

PARDI, M.L. & O.F.M. SILVEIRA. 2005. Amapá: Gestão do Patrimônio Arqueológico e o Programa Estadual de

Preservação. In: Anais Eletrônicos do XIII Congresso da SAB: arqueologia, patrimônio e turismo. Campo Grande, Ed. Oeste.

PASSES, A. 2004. The Gathering of the Clans: The Making of the Palikur Naoné. Etnohistory (51) 2 : 257-291.

ROSTAIN, S. 1994. L’Occupation Amérindienne Ancienne Du Littoral de Guyane. Tese de Doutoramento. Paris, Centre de Recherche en Archaeologie Precolombienne (CRAP), Université de Paris I.

SANTOS, V.F. 2006. Ambientes Costeiros Amazônicos: Avaliação de Modificações por Sensoriamento Remoto. Tese de Doutoramento. Niterói, CPGGM, UFF/IGEO.

SCHAAN, D., et al. 2005. Diagnóstico sobre o Potencial Arqueológico nas Áreas de Influência Direta e Indireta do Empreendimento LT 138 Kv - Calçoene/ Oiapoque (AP). Belém, MPEG.

SILVEIRA, O.F.M. 1998. A Planície Costeira do Amapá: Dinâmica de Ambiente Costeiro Influenciado por Grandes Fontes Fluviais Quaternárias. Tese de Doutoramento. Belém, UFPA.

THOMAS, J. 1996. Time, Culture and Identity - An Interpretive Archaeology. London, Routledge.

TILLEY, C. 1994. A Phenomenology of Landscape: Places, Paths and Monuments. Oxford, Berg Publishers.

Downloads

Publicado

2008-06-30

Como Citar

PETRY CABRAL, M.; DARCY DE MOURA SALDANHA, J. . Paisagens megalíticas na costa norte do Amapá. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 21, n. 1, p. 9–26, 2008. DOI: 10.24885/sab.v21i1.237. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/237. Acesso em: 25 set. 2022.

Edição

Seção

Artigo