La materialidad de la trata negrera y su despliegue en el presente: arqueología marítima del barco negrero Camargo, Angra dos Reis

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v37i1.1156

Palabras clave:

Arqueología marítima, Diáspora africana, Naufragios, Comunidades quilombolas, Angra dos Reis - RJ

Resumen

A partir del desarrollo de una praxis arqueológica marítima sobre las estrategias desarrolladas por la trata de africanos esclavizados, este artículo plantea un estudio de caso en torno a la materialidad resultante del comercio ilegal establecido por las rutas marítimas con África Oriental en el siglo XIX. Se utilizó el estudio arqueológico subacuático de los restos del barco negrero Camargo, naufragado en la región de Bracuí, en la bahía de Ilha Grande, Río de Janeiro, en 1852. Este naufragio se produjo a propósito como estrategia para ocultar la actividad clandestina de desembarco de africanos. La arqueología se considera como una actividad que se constituye como acción política, sirviendo como herramienta de legitimación de grupos excluidos de la historia oficial local, como, por ejemplo, la comunidad quilombola de Santa Rita do Bracuí.

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Publicado

2024-01-31

Cómo citar

SANTOS, Luis Felipe Freire Dantas; MARINS, Júlio César da Silva; RAMBELLI, Gilson. La materialidad de la trata negrera y su despliegue en el presente: arqueología marítima del barco negrero Camargo, Angra dos Reis. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 37, n. 1, p. 98–116, 2024. DOI: 10.24885/sab.v37i1.1156. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/1156. Acesso em: 19 abr. 2026.