Por que a sociedade sambaquiana deve ser considerada como de meio termo?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24885/sab.v35i3.995

Palavras-chave:

Produção de alimentos, Arqueobotânica, Paisagem

Resumo

Há duas décadas, estudos arqueobotânicos demonstram a importância das plantas em sambaquis, recentemente apontando para um regime de economia mista, com pesca e coleta associadas à horticultura. No entanto, pesca e consumo de proteína animal são considerados centrais nas esferas econômicas e sociais dessas pessoas, enquanto o papel das plantas permanece subestimado. A relevância das plantas é demonstrada por vestígios botânicos que são menos conspícuos do que os faunísticos, mas não menos significativos. Assim, discutimos aqui a sociedade sambaquiana enquanto “sociedade de meio termo”, conceito que engloba uma enorme variedade de modos de vida que não se enquadram na concepção ultrapassada da dicotomia forrageadores versus agricultores e que foram muito mais comuns e duradouros ​​do que se costuma pensar.

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Biografia do Autor

Rita Scheel-Ybert, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Arqueologia. Laboratório de Arqueobotânica e Paisagem.

Graduada em Ciências Biológicas (Ecologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989), tem mestrado em Ciências Biológicas (Botânica) pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993) e doutorado em Biologia de Populações e Ecologia pela Université Montpellier II, França (1998), com tese na área de Arqueologia e Antracologia. É professora associada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faz parte do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia e do curso de Especialização em Geologia do Quaternário, da mesma instituição. Desde 1994 desenvolve pesquisas em Antracologia, tendo sido pioneira na introdução desta disciplina na América Tropical. Sua formação é multidisciplinar, e sua atuação profissional transdisciplinar. Tem experiência em Arqueologia, Botânica, Ecologia de Ecossistemas e Geologia do Quaternário, com ênfase em Arqueobotânica, Paleoecologia e Anatomia da madeira, atuando principalmente nos seguintes temas: arqueologia pré-histórica, antracologia, arqueobotânica, paisagem, anatomia da madeira, microarqueobotânica. É atualmente Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ e Bolsista de Produtividade 1B do CNPq, tendo mais de 70 artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais, 1 livro como primeira autora, 6 em co-autoria e cerca de 20 capítulos, além de diversas outras produções. Participou de quase uma centena de bancas de trabalhos de conclusão e comissões julgadoras, incluindo bancas de Doutorado em outros países como França, Inglaterra e Australia.

Célia Boyadjian, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Laboratório de Arqueobotânica e Paisagem

Consultora da UNESCO em Arqueologia no projeto Museu Nacional Vive e colaboradora do Laboratório de Arqueobotânica e Paisagem, foi Professora Visitante Adjunta do PPGArq, Museu Nacional-UFRJ (2017 - 2019). Possui graduação em Ciências Biológicas pela USP (bacharelado e licenciatura), mestrado (2008) e doutorado (2012) em Ciências pelo depto. de Genética e Biologia Evolutiva da mesma instituição, com estágio sanduíche na University of Nebraska-Lincoln (EUA) pelo programa de Ciência Forense da School of Natural Resources. Realizou pesquisa de Pós-doutorado no Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology em Leipzig (Alemanha) e no Laboratório de Arqueobotânica e Paisagem do Museu Nacional/UFRJ. Tem experiência nas áreas de arqueobotânica e antropologia biológica, atuando nos seguintes temas: microarqueobotânica, análise de conteúdo de cálculo dentário, dieta.

Taís Capucho, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Arqueologia. Laboratório de Arqueobotânica e Paisagem

Mestranda em Arqueologia pelo Museu Nacional/UFRJ. Pós-graduada em Geologia do Quaternário (ênfase em Arqueologia) pelo Museu Nacional/UFRJ (2021). Bacharel e Licenciada em História pela UFRJ (2019). Técnica de Laboratório de Coleções Antropológicas no Museu Nacional/UFRJ, atuando no Laboratório de Arqueobotânica e Paisagem da Instituição. Desenvolve pesquisas nos âmbitos da Arqueologia Pré-Histórica, Antracologia e Microarqueobotânica. Atua como coordenadora no projeto de extensão "Arqueologia Viva: Passado, Presente e Futuro no Museu Nacional" e vice-coordenadora no projeto de pesquisa "Sambaqui Landscapes: building reference collections to archaeobotanical studies"

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Publicado

2022-09-30

Como Citar

SCHEEL-YBERT, R.; BOYADJIAN, C. .; CAPUCHO, T. Por que a sociedade sambaquiana deve ser considerada como de meio termo?. Revista de Arqueologia, [S. l.], v. 35, n. 3, p. 3–31, 2022. DOI: 10.24885/sab.v35i3.995. Disponível em: https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/995. Acesso em: 3 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigo